O médico Sun Lien, recém-ingressado em sua carreira profissional, nutria o firme desejo de tornar-se um médico exemplar. Contudo, quando finalmente recobrou a consciência da própria trajetória, perceb
Às sete horas da manhã, Sun Lien já havia lavado o rosto pela sétima vez. Com os dedos esbranquiçados e enrugados pela água, afastou as gotas remanescentes de sua face e, de olhos avermelhados, voltou a encarar o espelho sobre a pia. Internamente, Sun Lien suplicava com fervor, esperando que o que via fosse mera ilusão causada pelo excesso de plantões e noites maldormidas.
Infelizmente, aquela linha de letras proeminentes permanecia silenciosa, flutuando sobre sua cabeça—Sun Lien, masculino, 25 anos, um tanto ansioso.
“De todo modo, preciso descartar primeiro qualquer alteração orgânica da retina.” Em silêncio, enxugou as mãos com a toalha, o coração ainda mais pesado, e deixou o alojamento, carregando o jaleco branco, arrastando-se até o ambulatório de oftalmologia onde seu colega de faculdade, Feng Ming, estava de plantão.
“Você me tira da cama tão cedo, nem deixa eu terminar o café, só pra dar uma olhada nos seus olhos?” Feng Ming largou o pão recheado pela metade, limpou o óleo das mãos no jaleco e, sem cerimônia, apanhou o oftalmoscópio da mesa, aproximando-se. “Já aviso, o pão hoje é de cebolinha—não reclame do cheiro depois.”
A inspeção aromatizada de cebolinha concluiu-se em dez segundos. “Não há absolutamente nada de errado.” Feng Ming voltou a mastigar o pão, tranquilo. “Relaxe—se você está vendo coisas estranhas, é porque esbarrou num fantasma.”
Como médico em formação, aprovado no exame de residência, Sun Lien sabia bem o que significava ter alucinações. Se a retina estava ínt