No século XXI, Jiang Cheng era um experiente motorista de Didi. Por um descuido ao volante, quase atropelou alguém; numa manobra de emergência para evitar o acidente, perdeu o controle do carro e, ass
Uuu... uuu...
O trem que partira de Xangai com destino a Changcheng finalmente chegara à estação.
Um grupo de jovens desceu na plataforma; muitos deles trajavam uniformes militares verde-oliva, carregando cantis e algumas bagagens.
Eram todos jovens intelectuais, designados para diversas comunas rurais da região, onde deveriam receber a reeducação dos camponeses pobres e de classe baixa.
Contudo, havia entre eles uma exceção. Embora estivesse integrado ao grupo, conversando e rindo com algumas jovens intelectuais e igualmente vestido com o uniforme verde, ele não era um deles. Seu traje vinha do exército: tratava-se de um jovem ex-soldado.
Seu nome era Jiang Cheng — este jovem veterano disfarçado entre os intelectuais. Apesar de aparentar alegria e descontração diante dos demais, seu íntimo era tomado por uma profunda melancolia.
Estamos em doze de junho de mil novecentos e setenta e dois. Porém, Jiang Cheng não era originário desta época; pertencia ao longínquo século XXI, ao ano de 2024, mais de cinquenta anos no futuro.
Em 2024, Jiang Cheng era um sofrido motorista de aplicativo, que, buscando ganhar um pouco mais, costumava trabalhar à noite. Afinal, além do trânsito mais livre, havia o adicional noturno.
Numa noite chuvosa, ao deixar um passageiro, pretendia retornar ao centro, onde, em frente a casas noturnas ou clubes, poderia conseguir mais corridas. De fato, àquela hora, era ali que o serviço abundava.
No entanto, enquanto dirigia absorto