O Mundo dos Feiticeiros

O Mundo dos Feiticeiros

Autor: Saia daqui.
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Ao atravessar para um mundo estranho, tornei-me apenas um jovem de uma família comum, mas, munido de um biochip dotado de capacidades analíticas, iniciei minha jornada rumo ao poder.

001 Travessia

O céu azul estendia-se até onde a vista alcançava, tal qual uma safira sem contornos definidos. Não havia sequer um fiapo de nuvem.
Algumas aves negras cortavam o firmamento em gritos estridentes.
Abaixo, um vasto tapete de floresta verdejante se espalhava em exuberância. Entre as árvores, um caminho estreito e sinuoso serpenteava, por onde avançava lentamente uma carroça carregada de dourados feixes de feno, o rítmico trotar dos cascos ecoando pela trilha.
Sobre o feno dourado, jazia um rapazinho de treze ou quatorze anos, de cabelos castanhos e curtos. Não era belo, tampouco feio; um rosto ordinário, nada mais.
De olhos cerrados, parecia dormir profundamente.
À frente, o cocheiro conduzia o velho cavalo com extremo cuidado, buscando tornar a viagem o mais suave possível, como se temesse perturbar o repouso do jovem deitado atrás.
Um estrondo irrompeu de súbito — a roda bateu numa pedra afiada, sacudindo a carroça violentamente e forçando-a a parar.
Song Ye estremeceu dos pés à cabeça, despertando de imediato do sono.
Seu rosto, ligeiramente amarelado, contraiu-se numa careta antes que abrisse os olhos com lentidão.
“Onde estou...?”, murmurou, a voz fraca e débil.
Farejou o ar, sentindo o frescor da relva úmida, e só então olhou ao redor, tomado de estranheza.
“Perdoe-me, jovem mestre Angley, a roda chocou-se contra uma pedra e acabei por perturbar-lhe o descanso”, desculpou-se o cocheiro, um homem de meia-idade, robusto, vestido apenas com uma túnica grosseira de linho cinzento.
Ao ver Song Ye desperto, voltou

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