Uma crônica da renascença austríaca, uma saga da luta incessante da Casa de Habsburgo! Eis que o Sacro Império Romano-Germânico, que nunca foi verdadeiramente sagrado, nem romano, tampouco imperial, r
Noite profunda.
Li Mu contemplava o quarto de ares clássicos, porém não desprovido de luxo, e tornava a olhar para sua fria cama de ferro; por mais que tentasse, não conseguia se sentir à vontade naquele cenário. Soltou um suspiro resignado – dois anos já haviam se passado!
Sim, Li Mu fora transportado para outro tempo; agora atendia pelo nome de Franz Joseph – nada menos que o histórico imperador do Império Austro-Húngaro, protagonista da célebre história de amor com a princesa Sissi.
Neto de Franz II, imperador do Sacro Império Romano-Germânico; primogênito do arquiduque Franz Karl; sua mãe, a princesa Sophie Friederike, filha de Maximiliano I, rei da Baviera.
(Franz Joseph I: fundador do Império Austro-Húngaro, último imperador da dinastia Habsburgo, nascido em 18 de agosto de 1830, ascendeu ao trono em 2 de dezembro de 1848, falecido em 21 de novembro de 1916.)
Era como se Deus houvesse pregado uma peça em Franz; nos primeiros anos de sua vida, gozava de uma existência digna de contos de fadas: uma imperatriz de beleza incomparável, filhos adoráveis, o domínio sobre um império poderoso.
Nos primeiros tempos, Franz fazia jus ao título de imperador – seu povo, sua pátria, sua nação, e até a mulher que amava, todos se sentiam protegidos e orgulhosos sob sua égide.
Infelizmente, tudo aquilo não passou de um sonho fugaz; com o avançar da idade, a fortuna virou-lhe as costas.
Seu irmã