“Você está dizendo que eu também sou uma bruxa?” Lorancil perguntou, um tanto incrédula. “Exatamente, você também é uma bruxa, mesmo que não queira admitir,” respondeu a jovem de vestido negro, senta
Praça de Parada Militar, capital do Reino de Cransia, Solande.
Lanças a perder de vista erguem-se como uma floresta sobre a vasta praça, alinhadas em imensos blocos geométricos. Cavaleiros enfileirados, de armaduras negras como aço, marcham em uníssono; incontáveis estandartes negros ondulam ao vento — são eles a Quinta Ordem de Guerra, os Cavaleiros do Cataclismo, arautos de terror e morte aos inimigos.
“Avançar, até os confins do mundo!”
A voz severa e resoluta ressoa por toda a capital. Sobre a praça, alas de lanças e bandeiras formam um mar infindo; guerreiros de armas reluzentes perfilam-se em blocos perfeitos, marchando com uma precisão assustadora, mil homens como se fossem um só.
Os cavaleiros empunham trompas e orgulhosas bandeiras de cauda de andorinha; Cransia, o Reino Abençoado pelo Brilho das Estrelas. O azul profundo do pavilhão serve de fundo a estrelas douradas e espigas de trigo bordadas, símbolos da origem e do juramento da nação.
Pullman, soberano fundador, permanece ereto sobre o grandioso palanque de honra, inspecionando os melhores de seu reino. Seu rosto, moldado pelo tempo e pelas provações, já ostenta rugas. Ao seu lado, alinham-se os heróis fundadores, todos também trajando mantos azuis: guerreiros de temível renome, generais forjados em incontáveis batalhas, magos de inteligência aguçada, e prodígios do comércio dotados de habilidade incomparável.
A maioria deles, outrora de origens humildes, antes tidos por insignificantes, tornaram-se agora titãs capazes de sustentar sozinhos inteiras regiões. Sob sua lider