Boas notícias: viajei no tempo. Más notícias: viajei para o quinto ano da Era Xuanhe, na dinastia Song do Norte. Boas notícias: após a travessia, possuo uma força sobre-humana. Más notícias: sou um va
Estrada de Jingdong.
Qingzhou, condado de Linzi.
O sol abrasador calcina a terra, fazendo subir ondas de calor turvas e ondulantes.
Homens e animais, todos exaustos; até o canto das cigarras entre as árvores soa débil e lânguido.
À porta leste da cidade, dois agentes encostam-se à sombra do arco, quase adormecidos.
Ali perto, há uma casa de chá.
A casa é simples e rústica, à frente um abrigo de palha, sob o qual três ou quatro homens corpulentos se sentam, trocando palavras sem ânimo.
“Com este maldito calor, não é de se morrer, irmãos?”
Um deles, de rosto escuro, cospe ao chão, abre a camisa com ambas as mãos, revelando tatuagens coloridas pelo corpo.
Um vadio sugere: “Irmãos, que tal irmos brincar na Pequena Rio do Leste? Quem sabe pescamos alguns peixes e fazemos um banquete.”
“Boa ideia.”
“Vamos, vamos nos refrescar!”
A proposta recebe aprovação unânime dos demais vadios.
Todavia, ninguém se move; todos voltam o olhar para uma silhueta robusta e imponente.
O homem tem feições marcantes, mais de seis pés de altura, músculos entrelaçados e vigorosos. (Nota: um pé na dinastia Song do Norte corresponde a cerca de 31 centímetros.)
No momento, aqueles músculos de força explosiva estão úmidos de suor, reluzindo como untados em óleo, conferindo-lhe uma beleza rude e dominante.
No peito desnudo, ostenta a tatuagem de um tigre descendo a montanha, imagem de poder a