O assassino de aluguel Lu Yutang jamais imaginou que sua rica senhoria fosse, na verdade, uma policial investigativa — e ainda por cima morando porta a porta com ele. Que situação. (Romance realista +
Num escritório da Delegacia de Investigação Criminal de Jinzhou, uma policial de cabelo curto e prático encarava, absorta, várias fotografias de cadáveres tiradas na cena do crime.
Eram imagens reveladas de um antigo rolo de filme, claramente já com alguns anos de idade. Numa delas, via-se uma jovem de olhos abertos, deitada de lado para a direita, com o lado direito do rosto já marcado por livores cadavéricos; em torno do pescoço, coberto de hematomas, enrolava-se um cabo elétrico negro.
Enquanto fitava aquelas fotos, perdida em pensamentos, o celular da policial de repente tocou. Ao atender e ver quem era, percebeu tratar-se de sua melhor amiga, Zhang Xiaoran, que trabalhava numa imobiliária.
— Alô, Xiaoran.
— E aí, rica, o que anda fazendo?
— Trabalhando, ora o que mais? Investigando um caso.
A policial apoiou o telefone no ombro e, com as duas mãos livres, começou a arrumar a mesa, enfiando as fotos de volta num envelope de arquivo com a inscrição: caso de homicídio de 6 de outubro de 1993.
— Olha só, por que você está soando tão desanimada? Vem cá, amiga, deixa eu te dar uma notícia boa; garanto que vai te animar.
— Manda.
— O 602 foi alugado por mim.
Ao ouvir isso, a policial ergueu a cabeça de súbito. Seus olhos grandes e úmidos piscaram com tanta rapidez que parecia até poderem levantar vento.
— É sério? Meu Deus do céu, que corajoso é esse sujeito que ousou alugar aquele apartamento?
— Pois é, e o inquilino ainda aceitou assinar contrato por três anos. Só que o preço final não ficou muito bo