O detetive exorcista de Edimburgo

O detetive exorcista de Edimburgo

Autor: Dois vezes nove é dezoito.
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Eu vi um cavalo branco, e o inferno veio em seguida. O diabo está prestes a descer ao mundo dos homens. Com casos misteriosos de repercussão mundial, assassinatos em quarto fechado, camadas sucessivas

O Cavaleiro Demônio do Cavalo Branco — Capítulo 1: O Ceifador Montado em um Cavalo Branco

Edimburgo é chamada de cidade dos ventos; o sopro que vem da costa parece jamais cessar, em nenhuma estação do ano.

Os detritos de fezes arrebatados pelas rajadas espalhavam-se por toda a Rua da Milha, enquanto, nos becos densos que a ladeavam, mulheres de véu passavam por entre eles.

São Gil, a catedral medieval de traço gótico tão característico, surgia e desaparecia na poeira imunda, como se estivesse mergulhada num mundo de magia.

Nesse instante, um nobre chegou diante do templo; com grande devoção, traçou uma cruz sobre o peito e logo tornou a subir apressadamente na carruagem.

Se do lado de fora reinava a quietude, lá dentro o movimento era febril.

Diante dos leitos improvisados que enchiam a nave, as freiras faziam orações pelos enfermos enquanto lhes limpavam o vômito.

A peste tornara aquelas pessoas lamentavelmente miseráveis; a desidratação severa causada pelo vibrião da cólera fazia-as parecer antes cadáveres ressequidos e vazios, e parecia que apenas as preces das freiras e os crucifixos pendurados nas paredes podiam conceder-lhes aquele derradeiro sossego.

Naquele momento, Artur Conan Doyle jazia sobre a mesa, a dormir profundamente; para desenvolver um remédio anticolérico, não havia pregado os olhos havia três dias e três noites.

Mas ninguém sabia que, naquele instante, sua alma vagueava pela igreja.

Era a habilidade que surgira com sua transmigração; ele dera a ela o nome de vagar da alma.

Desde que atravessara para o corpo de Artur, então com apenas dez anos, sempre que adormecia a alma, ou melh

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