O Rei da Sorte

O Rei da Sorte

Autor: Quando o luar se derrama sobre a varanda silenciosa, um fragmento de lembrança paira no ar, tão leve quanto o sopro de uma brisa noturna. Palavras não ditas ecoam entre as sombras, e o coração, por um breve instante, hesita entre o passado e o amanhã.
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Um jovem dotado de uma arte marcial misteriosa deseja apenas levar uma vida comum na agitada metrópole. Contudo, a vizinha travessa não lhe permite ser comum, a colega de classe exuberante e sedutora

Capítulo Um: Bela, ainda se lembra de mim?

— Voltei! — exclamou Lin Yu, de braços abertos no meio da rua, como se quisesse abraçar o mundo inteiro, chamando com emoção.

Um saco preto despencou do céu, e ele, ágil, conseguiu agarrá-lo a tempo.

— Os habitantes da minha terra são mesmo calorosos. Mal voltei e já estão me dando presentes — riu Lin Yu, mas ao sentir o cheiro desagradável do saco em seus braços, imediatamente se enfureceu — Que falta de educação! Como alguém joga lixo assim? E se acertasse alguém?

Antes que ele pudesse fingir indignação e levantar os olhos para o alto, uma mulher descabelada e com rosto sujo apareceu à janela do quarto andar.

— De manhã cedo, gritando feito um lamento? Quer morrer, é? — vociferou ela.

Lin Yu olhou para cima e sorriu.

— Dona Wang, ainda gosta de jogar coisas lá de cima, hein?

— Quem é você? — perguntou ela, limpando remelas dos olhos e olhando para baixo, onde via um rapaz alto, com cerca de um metro e oitenta, rosto cheio de vida, sorrindo com dentes brancos alinhados, mas vestido de modo tão desleixado que parecia um mendigo. Se tivesse um gancho na mão, seria confundido com um catador de recicláveis.

— Sou o Xiao Yu, neto do velho Lin da fábrica de engrenagens, Lin Yu. Dona Wang, não se lembra de mim? — gritou Lin Yu, formando uma flor de trombeta com as mãos.

— Lin Yu? Ah, lembrei! Você é neto do antigo diretor Lin, não é? Fugiu de casa há mais de seis anos e agora voltou? — A voz potente de Dona Wang se espalhou rápido pelo ar, e várias janelas já se abriam, curiosas.

— Sou eu mesmo, Dona Wang, sua memória

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