[Cthulhu][Deuses][Sequência][Steampunk] “Louvada Deusa do Sol, você também não gostaria de perder seu único fiel, não é?” A Igreja e os hereges se enfrentam, os deuses justos e os deuses malignos trav
Uma vela vermelha lançava um brilho tênue, tingindo de carmim a escuridão ao redor.
No quarto pairava um cheiro de mofo úmido, misturado a uma hedionda fedentina de podridão quase insuportável.
Esboços desordenados estavam espalhados por toda parte, jogados sem cuidado.
No chão e nas paredes, símbolos estranhos tinham sido gravados; à luz vacilante da vela, tornavam-se ainda mais sinistros.
— Onde estou?
Tudo ao redor era estranhamente alheio a Yan Qing.
Uma sensação viscosa e incômoda apertava-lhe a garganta. Instintivamente, a mão direita foi ao pescoço e encontrou um líquido escorregadio ainda morno.
À fraca luz da vela, viu a palma tingida de vermelho vivo.
Sangue.
O sangue escarlate enchia-lhe a mão, ainda guardando um resto de calor.
— Como pode haver sangue?
Os batimentos do coração, no silêncio do quarto, tornaram-se cada vez mais apressados.
Antes mesmo que o pânico se instalasse por completo, percebeu que a mão esquerda segurava alguma coisa. Ao erguer o objeto, viu que era uma faca de mesa prateada, e na lâmina afiada ainda havia vestígios finos de sangue.
A superfície prateada da faca, sob o débil fulgor da vela vermelha, refletiu um rosto apavorado.
Orelhas alongadas, olhos verdes e profundos, traços belos, lábios pálidos sem a menor cor, e sob os cantos dos olhos, leves sombras escuras, como as de uma bela enferma à beira da morte.
— Isto não sou eu... isto nem sequer é um ser humano!
Tomado pelo desespero, lançou a faca para longe. O talher sumiu na penumbra ave