Zhao Cheng atravessou para a dinastia Da Chen e se tornou um malandro, sendo, por um acaso do destino, comprado para casa por uma jovem esposa. Mesmo sem comida suficiente e sem ter condições de pagar
Na Dinastia Grande Chen, no condado de Qinghe, na aldeia da família Zhou, o campo de fim de outono estava silencioso, e alguns cães vadios disputavam sobre um monte de terra um osso que não se sabia de onde viera.
Não muito longe deles, ao lado de uma pilha de lenha, agachava-se uma menininha desgrenhada e magricela. Seus olhos arregalados tremiam de medo; o rostinho sujo empalidecera de susto, e ela apertava contra o peito um embrulho de tecido azul, sem ousar se mexer.
“Mordam-na! Mordam-na!”
Alguns rapazes vestidos com roupas finas gritavam ao lado, e, enquanto berravam, atiravam nela os ossos que tinham sobrado da refeição. Isso fez os cães mostrarem os dentes afiados, rosnando baixo, e se aproximarem devagar da menina.
“Vamos ver quem acerta mais longe. Quem conseguir jogar o osso na cabeça dela fará com que o cão a morda no rosto de uma vez. Será que ela vai chorar?”, disse, orgulhoso, um dos rapazes.
A ideia recebeu imediatamente o apoio dos outros, que passaram a lançar os ossos em direção à menina.
Talvez por haver ossos demais de repente, e também porque os rapazes eram pouco precisos, os cães se distraíram apenas disputando os ossos caídos no chão, sem chegar a mordê-la.
Sem mais ossos nas mãos e sem poder ver o espetáculo de um ataque, os rapazes ficaram bastante decepcionados.
“Tsc! Que sem graça. Nem assim ela é mordida.”
“Vocês não entendem nada. Minha avó disse que ela é uma estrela maldita, um presságio de desgraça. Vejam só: nem os cães a mordem!”
Um dos rapazes perguntou, curioso: “O que signi