Escute, os deuses antigos sussurram; eles dizem... que um dia retornarão! Dizem que, outrora, os verdadeiros senhores deste mundo eram essas divindades ancestrais, e que cada vez que morriam, era apen
Cinco de abril, Dia da Limpeza dos Túmulos.
As poças na rua refletiam a placa do Jardim da Paz na Avenida Taipé, com gotas de chuva caindo incessantemente e formando círculos de ondulações na água, ocasionalmente rompidas por carros que passavam velozes, espalhando salpicos por todos os lados.
Hoje era sexta-feira, pouco depois das sete e meia da manhã, e a rua já estava agitada, com as lojas abrindo suas portas uma após a outra.
Ao lado do guarda-corpo, um jovem ficava debaixo de uma árvore, bocejando. Não parecia ter mais que dezessete anos; seus cabelos negros estavam desordenados, parcialmente cobrindo os olhos, e o rosto tinha traços bem definidos, quase esculpidos, com uma aparência angulosa. Parecia, no entanto, debilitado e um tanto desanimado.
“Trinta anos, advogado.”
“Quarenta e dois, dono de mina.”
“Cinquenta e sete, cirurgião.”
“Vinte e cinco, apresentadora de dança.”
“Vinte e um... gigolô!”
Gu Jianlin vagueava em pensamentos, observando de canto de olho os transeuntes, passando o tempo.
Pareciam palavras desconexas, mas os passantes olhavam com surpresa, alguns achando estranho, outros com expressão de quem vê um lunático, e poucos com rostos cheios de suspeitas. Especialmente o último rapaz, vestido de forma extravagante, que ficou entre o espanto e a raiva, cuspiu de leve e saiu apressado.
“Louco.”
Gu Jianlin não se importava, como se nem estivesse sendo insultado.
Olhou o horário; o cemitério já devia estar abrindo. Pegou as sacolas e malas, pronto para partir.
Nesse momento, seu celu