Dois protagonistas masculinos + fluxo infinito de regras + transmissão ao vivo de fuga + narrativa empolgante. (Atenção: o protagonista ativo não é humano, trata-se de uma criatura aterrorizante.) Y
O crepúsculo se aproximava, uma sombra escura se espalhava lentamente sobre o vilarejo, envolvendo-o por completo.
Yin Xiu estava recostado na margem do lago, na periferia do povoado, segurando a vara de pesca, quase adormecido.
A luz dourada oscilava sobre as águas reluzentes, delineando as duas tabuletas fincadas à beira do lago.
Numa delas, lia-se em letras limpas e ordenadas: “Perigo no lago, proibido se aproximar.”
Na outra, os caracteres eram tortos e irregulares: “Proibido Yin Xiu pescar, desapareça daqui.”
Yin Xiu bocejou ao lado das duas placas, o rosto delicado transbordando cansaço. Espreguiçou-se, ergueu a vara e, ao perceber que o anzol estava vazio, recolheu a linha e começou a guardar os pertences para voltar para casa.
O vilarejo, ao cair da noite, tornava-se mais movimentado que durante o dia. Pela praça, passavam transeuntes apressados, empenhados em recitar repetidas vezes as regras do local a quem cruzasse seu caminho, tentando gravá-las na mente de todos.
[Regras de sobrevivência do vilarejo:
Primeira: aqui, as regras são absolutas, não se pode violá-las.]
(Mas as proibições não o são.)
Yin Xiu colocou o equipamento de pesca nas costas, endireitou com o olhar baixo a tabuleta que havia entortado, e seguiu o caminho de casa.
Numa trilha sinuosa, dois transeuntes passaram por ele, murmurando, excitados: “Ouvi dizer que, indo nessa direção, há um ônibus; é a única forma de sair deste maldito lugar. Alguns veteranos que conseguiram escapar disseram que, no fim, embarcaram nesse ônibus e